Marilyn Monroe tornou-se o maior símbolo sexual do século 20

A beleza do século 20

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Marilyn Monroe tornou-se parte da cultura norte-americana

Mesmo tendo vivido pouco tempo, Marilyn Monroe atingiu a condição de maior símbolo sexual do século 20, parte significativa da cultura pop norte-americana. Detentora do talvez mais fotogênico sorriso já clicado pelas câmeras, ela foi a mulher mais desejada do mundo, durante a glamourosa década de 1950. Se Norma Jeane Mortenson – nome de batismo da icônica modelo e atriz – fosse viva hoje, estaria em vias de completar 90 anos, agora, em julho.

A história de Marilyn é repleta de reviravoltas. Nascida em 1926, ela teve infância conturbada por conta dos problemas psicológicos da mãe, Gladys Pearl Monroe. Muito cedo, aos 16 anos, teve de se casar pela primeira vez. Apesar das dificuldades, o sonho do estrelato sempre habitou a bela e inocente Norma Jeane. Passo a passo, ela foi inscrevendo seu nome na história de Hollywood, tornando-se uma das mais rentáveis atrizes da indústria cinematográfica à época.

Os primeiros trabalhos de uma das mulheres mais sexy de todos os tempos foram como pin-up – modelo de formas sensuais cujas fotos são reproduzidas em larga escala para abastecer a cultura pop. Umas dessas capas, mais precisamente da revista Laff, despertou grande interesse de Howard Hughes, proprietário do estúdio RKO Pictures, na jovem beldade.

Por volta dos 20 anos, Norma Jeane já estampava capas de mais de 30 revistas. O rápido sucesso a levou à 20th Century-Fox (um dos maiores estúdios cinematográficos dos Estados Unidos) para um teste. De contrato fechado, mudou o nome para Marilyn Monroe e tingiu os até então cabelos castanhos de loiro. Surgia um dos maiores sex symbols de todos os tempos. No cinema, ela geraria milhões de dólares, chegando a inaugurar a própria produtora.

Mas antes de fincar os pés na calçada na fama, Marilyn Monroe conheceu Johnny Hyde, executivo e vice-presidente da prestigiada William Morris Agency. Ele firmou-se como o mentor mais próximo dela em seus primeiros anos de carreira, logo após o encerramento do contrato com a Columbia Pictures, outra gigante do cinema, em 1948. Hyde havia construído currículo sólido ao assessorar grandes estrelas, como Rita Hayworth e Betty Hutton.

A trajetória de Marilyn no cinema começou a atrair holofotes a partir de 1950, de volta à 20th Century-Fox. Nessa época, o romance com o jogador de beisebol Joe DiMaggio, uma das maiores lendas do esporte norte-americano, e a revelação de que havia posado nua para fotos de um calendário, poucos anos antes, incrementara sua popularidade e o interesse nos filmes dos quais participava.

O sucesso de bilheteria Niagara, de 1953, consagrou um tipo de maquiagem que se tornou extremamente associado à figura da musa: sobrancelhas arqueadas e escuras, pele pálida e lábios vermelhos e brilhosos. No filme, Marilyn Monroe encarna Rose Loomis, intrigante e atraente mulher fatal que planeja assassinar o próprio marido.

Na comédia musical Gentlemen Prefer Blondes, também lançada em 1953, a interpretação da canção Diamonds Are Girl’s Best Friends foi extremamente bem recebida pela crítica especializada. A produção rendeu mais de US$ 5 milhões. How To Marry A Billionaire, maior sucesso da carreia de Marilyn Monroe àquela altura, atingiu a cifra de US$ 8 milhões.

Após casar-se oficialmente com DiMaggio, a maior estrela da 20th Century Fox desembarcou na Ásia, onde cantou para os combatentes norte-americanos na Guerra da Coreia (1950-1953). Ela já tinha sido apontada pelo Stars and Stripes, o jornal do exército dos Estados Unidos, como a mulher mais desejada entre os soldados.

Uma das filmagens de maior repercussão de Marilyn foi durante a produção de Seven Year Itch. A imagem célebre do vestido branco erguido pela ventilação subterrânea do metrô da Avenida Lexington, em Nova York, segue sendo reproduzida até os dias de hoje. O resultado da cena, contudo, causou o fim de sua relação com DiMaggio.

POR TRÁS DA BELEZA

Se, por um lado, a popularidade duradoura de Marilyn Monroe está associada ao sex-appeal incontestável, a figura pública em conflito é, igualmente, motivo de agitação. A vida pessoal polêmica, o abuso de remédios controlados, a morte precoce: por trás da envolvente beleza, escondia-se uma mulher depressiva e ansiosa, doenças comuns no século 21.

Depois de DiMaggio, Marilyn casou-se com o dramaturgo Arthur Miller, chegando a se converter à religião judaica. Especula-se que ela tenha tido um caso com o ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, suspeitas que aumentaram depois de ter cantado, de maneira ofegante, Happy Birthday Mr. President para o então chefe de Estado, em pleno Madison Square Garden.

Marilyn Monroe morreu na cidade de Los Angeles, em 5 de agosto de 1962. Ela foi encontrada no quarto de sua casa segurando o telefone, ao lado de um frasco de barbitúricos. Apesar de a versão das autoridades ter apontado para morte por intoxicação, muito se especulou de que as causas poderiam ter sido outras, incluindo homicídio.

A estrela do cinema foi-se aos 36 anos. Passadas mais de cinco décadas de sua morte, contudo, Marilyn Monroe mantém-se como a personificação absoluta do glamour hollywoodiano da década de 1950.

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